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Morar com economia


Morar com economia

Postado em 16/03/2017

Nos centros urbanos uma pessoa passa, em média, mais de 80% da sua vida em ambientes fechados. E os atributos desses locais têm impacto direto na qualidade de vida. Ambientes mais agradáveis, com conforto acústico, bem iluminados e arejados contribuem não só para a comodidade do lar, mas refletem em alunos mais interessados nas escolas, profissionais mais produtivos nas empresas e pacientes com melhores evoluções nos hospitais. Mais conscientes dos impactos da construção, tanto na vida quanto no meio ambiente, os empreendimentos ecologicamente sustentáveis têm ganhado corpo no cenário brasileiro.

Mesmo com o encolhimento do mercado de construção civil, um dado chama atenção: no último ano cresceu 30% o uso do sistema de classificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) no país. Os dados são do Conselho de Construção Sustentável dos Estados Unidos (USGBC — U.S. Green Building Council), presentes no relatório Leed em Ação: Brasil de 2016. “As pessoas estão começando a entender que além da responsabilidade social e ambiental, a economia é parte intrínseca da pirâmide”, explica Felipe Faria, diretor do GBC Brasil. Um exemplo foi a recente crise hídrica e, consequentemente, energética, enfrentada em São Paulo. Com a escassez de recursos e aumento das taxas, quantos não gostariam de ter apostado em sistemas fotovoltaicos de energia solar e captação de água da chuva? Segundo dados do GBC Brasil, há atualmente 1.120 projetos registrados e 360 projetos certificados. Apesar de o custo da construção ser de 1% a 7% mais caro, o investimento proporciona diminuição média de 9% no custo de operação e 30% de redução no custo de condomínio — e valorização na revenda na faixa de 20%.

Essa nova visão é que tem aberto o caminho para as construções sustentáveis no nicho residencial — o que antes era uma marca apenas de empreendimentos comerciais de alto padrão. A conquista por uma casa de Campinas (SP) do primeiro selo Leed for Homes de toda a América Latina — no nível prata e outorgada pelo USGBC (United States Green Building Council) — é um marco no setor de construção civil. “Sempre falaram que era impossível conquistar o selo internacional no mercado residencial e provamos que é possível, sim”, frisa Lourdes Printes, diretora-técnica da LCP Construções, responsável pela execução e consultoria ambiental do projeto.

Fonte: Revista Alumínio




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